sexta-feira, 30 de novembro de 2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007


Laboratório de Informática

Blog criado pelos alunos do Colégio CIOMF.


Todas as fotos deste blog são dos alunos fazendo suas respectivas pesquisas.

A tecnologia na educação




O enorme avanço na área da informática tem proporcionado recursos valiosos para o processo deensino-aprendizagem do portador de deficiência visual.
Há dois tipos de sistema de ampliação de letras para as pessoas com visão reduzida:
• softwares especiais, como o programa Lentepro, desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outros;
• sistemas que permitem a ampliação direta do texto, como os circuitos fechados de televisão.
Para pessoas com cegueira, há softwares que, com um sintetizador de voz, fazem a leitura do que aparece escrito na tela do microcomputador. No Brasil, temos alguns programas com essa tecnologia, como por exemplo o Dosvox, desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e o Virtual Vision, desenvolvido pelaMicroPower, empresa do município de São Caetano do Sul (SP).
Existem também equipamentos para imprimir o texto em braille, tanto para uso individual quanto para a produção de grandes tiragens de livros e revistas.
Por enquanto, o microcomputador e a impressora são os equipamentos de informática mais freqüentemente encontrados no Brasil. Porém, já há outros disponíveis, como por exemplo: reglete de mesa, terminal braille (display braille) e braille falado (minicomputador).

O aprendizado da Matemática



O aluno com deficiência visual tem as mesmas condições
de um vidente para aprender Matemática, acompanhando
idênticos conteúdos. No entanto, se faz necessário
adaptar as representações gráficas e os recursos didáticos.
Com freqüência, ao criar recursos didáticos especiais
para o aprendizado de alunos com necessidades especiais,
o professor acaba beneficiando toda a classe, pois
recorre a materiais concretos, facilitando para todos a
compreensão dos conceitos.

Sorobã


O sorobã, ou ábaco, é um instrumento usado tradicionalmente no Japão para fazer cálculos matemáticos
(muito antes das maquininhas eletrônicas). Ele torna possível realizar as operações
matemáticas (adição, subtração, multiplicação, divisão, radiciação e potenciação) com rapidez e
eficiência. Além de tudo, é um objeto de baixo custo e grande durabilidade. No Brasil, o sorobã
foi adaptado para o uso de deficientes visuais em 1949, e é hoje adotado em todo o país.
1. Moldura, assentada sobre suportes de borracha
na base, para evitar o deslizamento.
2. Régua, que divide as partes inferior e superior.
3. Eixos ou hastes, ao longo dos quais as contas
são movimentadas.
4. Pontos salientes, que dividem a régua em
sete espaços.
5. Parte superior, com 1 conta em cada haste.
6. Parte inferior, com 4 contas em cada haste.
7. Borracha que se apóia na base da moldura do
sorobã, evitando que as contas deslizem livremente,
sem ser movidas pelo operador.

Exemplo: Representação de uma soma: 36 + 12.
2. Adicionar 1 dezena (do número 12) às 3 dezenas
registradas e 2 unidades às 6 unidades já
registradas.
1. Registrar a primeira parcela (36).
quantidade registrada.
quantidade acrescentada.
3. Total registrado: 48.
Valores:
• Na parte superior cada conta vale 5 unidades.
• Na parte inferior cada conta vale 1 unidade.
• As três primeiras hastes formam a classe das unidades
simples: unidades, dezenas e centenas. O
espaço delimita o conjunto seguinte de hastes que
correspondem ao milhar: unidade, dezena e centena
de milhar. E assim por diante. No sorobã é
possível registrar até quintilhões.

APARELHO PERMITE AO CEGO PERCEBER FORMAS TRIDIMENSIONAIS


Na Espanha, uma novidade enche de esperança as pessoas que não enxergam. É um dispositivo capaz de gerar sinais acústicos e captar informação tridimensional a partir de imagens digitalizadas. Candelária nasceu na ilha de Lagomira, no arquipélago das Ilhas Canárias. Vinda de uma família de pescadores, ela sempre viveu perto do mar, embalada pelo barulho das ondas. Aos 16 anos, Candelária perdeu a visão e desde então conta com a ajuda de uma bengala para movimentar-se pela cidade. Há cinco anos, ela passou a fazer parte de um grande projeto que oferece aos cegos o sistema de visão virtual. Aqui, ela percebe duas colunas de som. Candelária diz que ouve o som exatamente onde está a imagem, ou seja, em vez de ser uma imagem visual, é uma imagem sonora. Ela recebe os sons em equipamento especial. Através dele, o sinal acústico chega ao cérebro que o interpreta como se fossem centelhas de luz. Então, virtualmente, ela percebe os objetos de forma tridimensional.O sistema é bastante complexo e tem explicação no 'Espaço Acústico Visual', um projeto em desenvolvimento pelo Instituto Astrofísico das Ilhas Canárias. O diretor, Luis Fernando Rodriguez, fala que primeiro escolhe um som. Depois, ele é colocado em locais onde estão os objetos, de forma virtual. Isso se faz utilizando técnicas de processamento de sinais. O desenvolvimento do protótipo se baseia na investigação científica do cérebro.Com a ajuda de exames de ressonâncias magnéticas chegou-se à conclusão que o córtex visual das pessoas cegas se ativa ao receber sinais acústicos. O pesquisador José Luis Gonzalez explica que a pessoa recebe uma informação sonora do tipo espacial. O cérebro então interpreta cada um dos pontos sonoros que compõem o cenário exterior. Isso tudo é feito usando uma ferramenta informática chamada função HRTF.Quando Candelaria coloca esses óculos que possuem duas microcâmeras de vídeo e fones de ouvidos, não vê os objetos fisicamente. Mas percebe onde estão e qual o volume deles. Ela percebe uma parede... Uma janela... E uma quina... O especialista explica que o sistema usa um Pentium 300 e uma placa Matrox, além de duas câmeras de vídeo que capturam duas imagens. Assim, da mesma forma que o cérebro, é possível calcular a distância em que o objeto está. Uma técnica que se chama 'Estéreo Visão'. O sistema oferece variadas possibilidades e já ampliaram seu uso para videogames para cegos e estão adaptando-o para outros tipos de deficiência, como surdez. Diferente da experiente Candelária, Guilhermina González percebe pela primeira vez objetos tão comuns como uma coluna. Ela fica bastante emocionada e quer tocar o objeto. Os técnicos fazem um estudo detalhado com todos os usuários para adaptar o sistema à capacidade visual e auditiva de cada um. Depois, cria-se um perfil personalizado. Guilhermina diz que o resultado compensa tudo... até a armação pesada que precisa vestir. Os avanços da ciência até agora não permitem que Guilhermina ou Candelária vejam o pôr do sol. Mas, sem dúvida, tornam a vida delas bem mais simples.